sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Apoio administrativo-financeiro à gestão dos projetos nas escolas



Perante os desafios com que atualmente se deparam os/as Diretores/as, Docentes e Não Docentes das escolas, designadamente ao nível da crescente polivalência que lhes é exigida, da gestão dos recursos humanos internos e do aumento da carga burocrática, a consultoria externa surge como uma ferramenta facilitadora dos processos, revestida de uma visão isenta. Sendo muitas vezes a gestão deste tipo de projetos assumida pelas escolas, os critérios aplicados não beneficiam da imparcialidade de um “olhar” externo.
A libertação de tempo para as tarefas essenciais, inerentes à própria função, dos diversos recursos humanos internos e a adequada gestão dos projetos, são enumeradas como as principais vantagens do apoio externo.
Para que os resultados sejam alcançados de forma eficaz e eficiente, tendo sempre em vista o cumprimento de requisitos/normativos legais, é fundamental a existência de uma estreita colaboração entre a entidade consultora e a escola.
Com vasta experiência de consultoria técnica e financeira, a Multiaveiro garante a transferência de conhecimentos, informações e práticas, decorrentes da experiência obtida na elaboração e gestão de projetos/operações financiadas das escolas suas clientes.
Numa relação de sigilo, confiança e empatia, o que contribui desde logo para a formulação das soluções mais adequadas para a gestão do projeto e para as solicitações/esclarecimentos por parte do programa operacional, a intervenção do/a consultor/a passa por acautelar os procedimentos necessários em cada fase do projeto, designadamente:
- elaboração da candidatura;
- realização, sempre que necessário, de pedidos de alteração à decisão de aprovação;
- elaboração dos pedidos de reembolso e pedido de saldo final;
- preparação de pedidos de esclarecimento, em articulação com a escola, sempre que solicitados pelo programa operacional.
O rigor e o profissionalismo que pautam a atuação da Multiaveiro nesta matéria, traduzem de forma muita concreta e objetiva o compromisso a que nos propomos: a satisfação do cliente, por um lado, e a adequada gestão/execução do projeto/operação, por outro.


segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Apoio de uma entidade consultora a uma entidade beneficiária de um projeto financiado

A função de Consultor/a financeiro/a no âmbito da prestação de serviços de uma entidade consultora a uma entidade beneficiária, enquanto entidade promotora de candidatura financiada, implica o conhecimento de questões fundamentais à execução eficaz de projetos.

Sendo um elemento de coordenação entre estas duas entidades, o/a Consultor/a deverá conhecer as características da entidade beneficiária e a candidatura apresentada, estabelecer uma relação de confiança com os recursos humanos afetos ao projeto e triangular pareceres técnicos sempre consistentes com os enquadramentos legais, regulamentos e orientações técnicas do Programa Operacional (PO) ao qual a candidatura foi submetida. É ainda fundamental que o/a Consultor/a se mantenha continuamente informado/a sobre o desenvolvimento do projeto e em contacto com a Autoridade de Gestão (estrutura de gestão do PO), para que em situações imprevistas ou menos lineares de execução possam ser atempada e eficazmente resolvidas.

Questões práticas de foco da consultoria na gestão e boa execução financeira dos projetos financiados:

i)           Análise previsional das despesas aprovadas por rubrica, mediante o cronograma das atividades/ações;
ii)          Aconselhamento e orientação ao/à responsável pelo processo contabilístico (TOC) na estruturação do centro de custos (CC) da operação associada às rubricas aprovadas;
iii)         Verificação de cópias dos documentos previamente tratados pelo TOC, na ótica dos custos elegíveis, exigidos pelo PO e definição de ajustamentos sempre que necessários;
iv)         Execução dos procedimentos técnicos administrativos inerentes à gestão do projeto no Balcão 2020 (atual plataforma) de acordo com as fases e exigências de execução, entre os quais, a elaboração de listagens de despesas pagas intrínsecas aos reembolsos;
v)          Monitorização do grau de cumprimento dos resultados acordados e metas contratualizadas com a autoridade de gestão (AG);
vi)         Preparação de informação e de esclarecimentos técnicos associados à gestão do processo quando devidos;
vii)        Aconselhamento em matéria de cumprimento dos normativos legais que enquadram o projeto;
viii)       Organização de processo documental do projeto de acordo com as diretrizes aplicáveis;
ix)         Verificação se o modelo de custos foi estabelecido com base num método de custo justo, equitativo e verificável para a implementação de instrumentos facilitadores de futuras necessidades ao nível de controlo e auditoria.


A Multiaveiro assegura, na execução dos projetos, zelo, dedicação e boa colaboração com a entidade beneficiária e os/as stakeholders, de modo a serem atingidos os melhores resultados.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Violência nas Relações de Intimidade

Mais um Dia de S. Valentim a chegar e, como vem sendo hábito, são muitos os casais, restaurantes, hotéis, lojas a promover formas distintas de celebrar o Amor!! No entanto, nem todos os casais têm uma relação que mereça ser celebrada neste ou noutros dias…

Várias são as relações de intimidade em que a Violência é uma realidade que uma das partes preferia não estar a viver!!

Só no ano de 2015, 25 mulheres foram mortas pelos maridos, amantes ou companheiros. Dessas 25 mulheres nove tinham apresentado queixa. Uma dessas denúncias aconteceu apenas algumas horas antes do homicídio.

Em Portugal, como noutros países, a violência é uma grave violação dos Direitos Humanos e uma problemática que tem sido alvo de vários esforços de combate. O V Plano Nacional de Prevenção e Combate à Violência Doméstica e de Género 2014-2017 é exemplo desse combate. Assim, a violência de género é definida como: “uma grave violação dos direitos humanos, em particular das mulheres, tal como foi definido na Declaração e Plataforma de Ação de Pequim, da Organização das Nações Unidas (ONU), em 1995. É também um grave problema de saúde pública, como afirmou a Organização Mundial da Saúde, em 2003.” Ao longo dos anos têm sido feitas várias recomendações por parte de organismos europeus e internacionais no sentido de se intensificarem os esforços por parte dos Estados para eliminar todas as formas de violência, especialmente contra as mulheres.

Que tipos de violência existem?
De acordo com a APAV (Associação Portuguesa de Apoio à Vítima) verificam-se diferentes tipos de violência:
* violência emocional: o comportamento do/a companheiro/a visa fazer o/a outro/a sentir medo ou sentir-se inútil. Usualmente através de: ameaças aos/às filhos/as; magoar os animais de estimação; humilhar o/a outro/a na presença de amigos/as, familiares ou em público, entre outros;
* violência social: o/a agressor/a intenta pelo seu comportamento controlar a vida social do/a companheiro/a, através de, por exemplo, impedir que este/a visite familiares ou amigos/as, cortar o telefone ou controlar as chamadas e as contas telefónicas, trancar o outro/a em casa;
* violência física: as formas de violência física que um/a agressor/a inflige ao/à companheiro/a podem traduzir-se em comportamentos como: esmurrar, pontapear, estrangular, queimar, induzir ou impedir que o/a companheiro/a obtenha medicação ou tratamentos;
* violência sexual: o/a companheiro/a força o outro a protagonizar atos sexuais que não deseja, por exemplos: pressionar ou forçar o/a companheiro para ter relações sexuais quando este/a não quer; pressionar, forçar ou tentar que o/a companheiro/a mantenha relações sexuais desprotegidas; forçar o/a outro/a a ter relações com outras pessoas.
* violência financeira: o/a agressor/a intenta controlar o dinheiro do/a companheiro/a sem que este/a o deseje. Alguns destes comportamentos podem ser: controlar o ordenado do/a outro/a; recusar dar dinheiro ao/à outro/a ou forçá-lo/a a justificar qualquer gasto; ameaçar retirar o apoio financeiro como forma de controlo.
* perseguição: o comportamento visa intimidar ou atemorizar o/a outro/a, nomeadamente através de: seguir o/a companheiro/a para o seu local de trabalho ou quando este/a sai sozinho/a; controlar constantemente os movimentos do/a outro/a, quer esteja ou não em casa.



Será que no Namoro estes tipos de violência se aplicam?
Também no Namoro, como em qualquer outro relacionamento de intimidade, pode-se verificar qualquer um dos tipos de violência acima referidos. Segundo a UMAR (União de Mulheres Alternativa e Resposta), a Violência no Namoro existe em percentagens angustiantes “entre 25% a 35% dos jovens, alegadamente justificado por ciúmes e pela ideia subvertida de que alguém “tem ciúme porque gosta muito”. Não sendo necessariamente física, a Violência reveste-se de múltiplas formas e evidencia-se em momentos e atividades da vida diária dos/as jovens. O controlo do horário de entrada e saída da escola, o controlo das mensagens SMS ou mails recebidos e enviados são pois alguns exemplos de formas de Violência no Namoro com que rapazes e raparigas são ameaçados/as desde a adolescência.



Apesar destas situações se verificarem quase sempre na intimidade e privacidade das relações/casa, é considerado um crime público, como tal pode ser denunciado por qualquer pessoa que tenha conhecimento delas. Ou seja, a Violência Doméstica assume a natureza de crime público, o que significa que o procedimento criminal não está dependente de queixa por parte da vítima, bastando uma denúncia. A apresentação de queixa pode ser feita por parte da vítima de crime, ou da Denúncia do crime por qualquer pessoa ou entidade, numa Esquadra da PSP, Posto da GNR, Polícia Judiciária, ou diretamente no Ministério Público.

Em termos estatísticos verifica-se que a Vítima é geralmente do sexo feminino (84%), casadas ou em união de facto (48%), com 41 anos e que não dependem economicamente do agressor. A violência física é a que assume maior expressão nas situações de violência doméstica entre namorados (88%). No ano de 2014, o distrito de Aveiro encontrava-se em 4º lugar com 1860 ocorrências de violência doméstica participadas às forças de segurança (PSP e GNR) depois de Lisboa (5851), Porto (5151) e Setúbal (2310). Para que estes números diminuam, muito mais terá que se verificar, nomeadamente, uma alteração de mentalidades e comportamentos. Não é fácil e não se verifica essa mudança de comportamentos/mentalidades com a rapidez que seria desejada. Todos/as temos que nos empenhar nesta transformação e mudança da sociedade em que vivemos.

A Multiaveiro, ao longo dos últimos anos, tem vindo a promover diferentes atividades / momentos de reflexão nos seus grupos de formação por forma a alertar e sensibilizar os/as formandos/as (tentando também chegar às suas famílias) para a problemática da Igualdade de Género. São exemplos desse trabalho:
1- Concurso “Construir igualdades, afirmar diferenças” – Formandos/as (desde 2009) – em que cada grupo de formação apresentava um cartaz (original e inédito) da autoria dos/as Formandos/as que poderia conter fotografias/desenhos e textos (máximo de 100 palavras);
2- Concurso “Construir igualdades, afirmar diferenças” – Equipas Formadoras (desde 2011) – cada Equipa Pedagógica elaborava um jogo pedagógico a ser aplicado nos vários cursos de formação;
3- Módulos de Igualdade de Género e Oportunidades;
4- Formação de Públicos Estratégicos (2013-2014);
5- Elaboração de Manuais, materiais e jogos pedagógicos nas diferentes temáticas da Igualdade de Género;
6- Workshop sobre Igualdade de Género (2014);
7- Planos para a Igualdade dirigidos a todo o tipo de organizações (empresas, autarquias, IPSS, associações empresariais e associações de desenvolvimento local e regional);
8- Elaboração e Acompanhamento de Candidaturas nas Tipologias Formação de Públicos EstratégicosApoio financeiro e técnico a organizações da sociedade civil sem fins lucrativos que atuam no âmbito da promoção da igualdade de género e da prevenção e combate à violência doméstica e de género e ao tráfico de seres humanos Planos para a Igualdade.


Fontes:
SGMAI (Agosto 2015), Violência Doméstica 2014 – Relatório Anual de Monitorização, Lisboa: Ministério da Administração Interna
V Plano Nacional de Prevenção e Combate à Violência Doméstica e de Género, 2014-2017


sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

A Importância da Segurança e Saúde no Trabalho

Numa época marcada pela crise económica a importância de ter um trabalho ou emprego manifesta-se a diversos níveis. Segundo Alice Ramos (2000, cit. Cabral, M., V., Vala, J., Freire, J. 2000: 47) “o trabalho desempenha um papel central nas nossas vidas e dele podemos retirar diferentes tipos de recompensas: materiais, na medida em que recebemos uma remuneração pelos serviços prestados; sociais, pelos contactos com outras pessoas que o trabalho permite; prestígio, pelo estatuto social associado às funções desempenhadas; valorização pessoal, enquanto fonte de autoestima, identidade e meio de realização pessoal.”
Parece, pois, consensual que o trabalho existe para satisfazer as mais diversas necessidades humanas, das mais básicas (alimentação, habitação) às mais complexas (lazer, crença); desempenhando um papel fulcral na vida das pessoas.
Estamos perante novas formas de organização do trabalho, que tendem a centrar-se no fator humano, deixando para trás um longo e penoso caminho. Até meados do século 20, o foco centrava-se na produção, as condições de trabalho nunca eram levadas em conta, mesmo que tal implicasse riscos de doenças ou numa situação mais grave a morte.
Considerando que a maioria dos trabalhadores e trabalhadoras passa, pelo menos, oito horas por dia no local de trabalho, quer seja numa exploração agrícola, num escritório ou num ambiente industrial, estão expostos/as a múltiplos riscos para a saúde:
·         Psicossociais;
·         Físicos;
·         Químicos;
·         Associados a fatores ergonómicos…
Torna-se imperativo protegê-los/as, tornando os locais de trabalho mais seguros e saudáveis, sendo fundamental a implementação de sistemas de prevenção.
Em matéria de Segurança e Saúde no Trabalho (SST) assume importância central a vida das pessoas, o seu bem-estar, o seu estado de saúde e até mesmo, a situação extrema da continuidade de vida do/a trabalhador/a. Nesta perspetiva, a qualidade das condições de trabalho constitui-se como um dos fatores fundamentais para o sucesso de um sistema produtivo.
Passando a afirmação das empresas portuguesas necessariamente pela melhoria da produtividade e da competitividade, a adoção de uma cultura de prevenção a aposta clara na melhoria contínua das condições de trabalho afiguram-se como fortes contributos de incentivo à produtividade, assegurando um futuro aos/às trabalhadores/as e empresas. Embora ainda haja um longo caminho a percorrer, esta perspetiva vem ganhando terreno nas últimas décadas, o que muito tem concorrido para que o enfoque dos sistemas de SST não seja colocado apenas e fundamentalmente nos custos, mas também nos ganhos inerentes.
A este propósito refira-se que uma das orientação da Estratégia nacional para a segurança e saúde no trabalho 2015-2020- “Por um trabalho Seguro, Saudável e Produtivo” se apresenta como: “Manter os trabalhadores saudáveis tem um impacto positivo direto e quantificável na produtividade e na saúde do trabalhador, contribuindo para melhorar a sustentabilidade dos sistemas de segurança social”
Todas as atividades de prevenção têm uma matriz de referência, baseada num conjunto de princípios fundamentais (princípios gerais de prevenção):

1.    Evitar os riscos;
2.    Identificar e avaliar os riscos;
3.    Combater os riscos na origem;
4.    Adaptar o trabalho às pessoas;
5.    Ter em conta o estado da evolução da técnica, bem como de novas formas de organização e do trabalho;
6.    Substituir o que é perigoso pelo que é isento de perigo ou menos perigoso;
7.    Planificar a prevenção com um sistema coerente;
8.  Dar prioridade às medidas de proteção coletiva em relação às medidas de proteção individual;
9. Formar e informar os trabalhadores e trabalhadoras e demais intervenientes nas atividades desenvolvidas pela empresa.

É pela prevenção e promoção de condições de trabalho mais seguras que melhoramos a qualidade dos empregos e o bem-estar no próprio local de trabalho. Em todas as situações, a avaliação dos riscos assume um papel fundamental, porque é a partir deste processo que se devem determinar as abordagens preventivas, tendo em conta: i)as prioridades de intervenção; ii) as carências de informação e formação; iii) as medidas técnicas e organizativas; iv) o controlo/acompanhamento das condições de trabalho; v) o grau de exposição dos/as colaboradores/as aos riscos; vi) as necessidades da vigilância da saúde dos/as colaboradores/as.
A conjugação de todas estas abordagens assegura o planeamento para que seja garantida a adequabilidade e a eficácia das medidas, a par dos seus bons resultados ao nível da gestão empresarial, contribuindo para a cultura de segurança. As alterações de comportamentos de risco para comportamentos mais seguros devem ser, visivelmente, desejadas pelas pessoas caso contrário não será eficaz (Areosa, J.; Augusto, N.; “Segurança e saúde comportamental: reflexões Preliminares” in Revista de Segurança Comportamental).
De acordo com a Estratégia nacional para a segurança e saúde no trabalho 2015-2020 - «Por um trabalho Seguro, Saudável e Produtivo», o investimento em segurança é um bom caminho, sendo que “a sociedade tem a capacidade de influenciar e moldar atitudes, constituindo a educação das matérias de segurança e saúde no trabalho uma ferramenta essencial para promover uma cultura de prevenção.
A formação é um elemento essencial na prevenção de acidentes/lesões e doenças profissionais, visto que permite aos/às colaboradores/as apreender competências profissionais relacionadas com as atividades diárias dos/as colaboradores/as desenvolvidas na empresa, interiorizando novas ideias e reforçando as existentes.
O compromisso com a formação deve ser recíproco (colaborador/a <-> empresa) e concretizar-se de parte a parte. De acordo com o previsto na alínea i) do número 1 do artigo 127º do Código do Trabalho, o empregador deve “fornecer ao trabalhador a informação e a formação adequadas à prevenção de riscos de acidente ou doença”. Por sua vez, o trabalhador deverá “participar de modo diligente em ações de formação profissional que lhe sejam proporcionadas pelo empregador” (alínea d) do número 1 do artigo 128º do Código do Trabalho).
No âmbito da formação geral e transversal às necessidades das organizações, a formação em SST é pois uma das áreas preferenciais da aposta das empresas em particular e das organizações em geral, quer seja para cumprimento das 35 horas anuais de formação, quer seja no âmbito da gestão dos sistemas de SST.

Fontes Consultadas
Lei n.º 7/2009, de 12 de Fevereiro - Código do Trabalho
MIGUEL, A.S.S.R. (2000), “Manual de Higiene e Segurança do Trabalho”, 5ª. Edição, Porto: Porto Editora.
Resolução do conselho de Ministros n.º 77/2015 – Estratégia nacional para a segurança e saúde no trabalho 2015-2020 - «Por um trabalho Seguro, Saudável e Produtivo»
Areosa, J.; Augusto, N.; “Segurança e saúde comportamental: reflexões Preliminares”: in Revista de Segurança Comportamental.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

O atendimento eficiente na construção de uma imagem positiva da sua organização

“Bom atendimento é aquele que leva como tempero uma boa pitada de bom humor, educação e sorriso no rosto. Simplesmente o que todo o cliente mais deseja.”

(Luiz Paulo Giachini)

É uma ideia generalizada que são as pessoas com funções atribuídas de atendimento ao público, as responsáveis pela boa ou má imagem de uma organização. Contudo, todos os elementos que integram a organização, desde os órgãos superiores às funções mais simples, e que de alguma forma estão em contacto frequente com o público, exercem influência positiva ou negativa na construção da imagem corporativa.
O telefone é o meio que a maior parte das pessoas utiliza para estabelecer, pelo menos, o primeiro contato com qualquer organização, criando assim uma primeira imagem sobre a mesma. Eficácia e cordialidade resultará numa imagem necessariamente positiva.
Sendo um poderoso meio de comunicação, cada vez mais presente no nosso dia-a-dia, o telefone torna-se uma das ferramentas de gestão mais importante para as organizações.
Neste sentido, todos os cuidados são poucos no que respeita ao eficaz atendimento telefónico. Torna-se imprescindível:
  • Praticar a escuta ativa,
  • Sorrir,
  • Identificar o que o/a cliente deseja e
  • Utilizar gentileza e educação.

Os “SIM” e os “NÃO” da comunicação telefónica

Por forma a melhorar o atendimento telefónico da sua organização, são algumas regras fundamentais:
þ
  • Atender o telefone, sempre que possível, antes do 3º toque e disponha de papel e esferográfica para tomar notas 
  • Utilizar a saudação/identificação da organização (Cumprimentar, identificar a organização e identificar-se - e.g. “Multiaveiro, bom dia! Fala a Angélica!”)
  • Sorrir
  • Agir com naturalidade
  • Manter o/a cliente informado
  • Ter as informações à mão (as mais relevantes)
  • Utilizar o nome da pessoa com quem se fala e identificar-se
  • Saber escutar (demonstrar atenção através de expressões como “Sim, compreendo”, “Estou a ver...” ou “Com certeza...”)
  • Usar termos corretos e linguagem apropriada.
ý
  • Manter duas conversas ao mesmo tempo
  • Manter o/a cliente à espera
  • Utilizar linguagem negativa
  • Fazer promessas que não pode cumprir
  • Subestimar o/a cliente
  • Falar demasiado
  • Confiar na sua memória
  • Fumar, comer, mascar pastilhas...

É importante clarificar algumas expressões que devem ser evitadas no decurso de uma conversa telefónica com clientes e potenciais clientes. Seguem-se algumas expressões que não se devem utilizar e as suas equivalentes mais positivas e prestáveis.
Nunca diga…
Diga…
Diga
Ao que vem

O que quer

Com quem quer falar
Bom dia/boa tarde, chamo-me… em que posso ser-lhe útil?
Saudar o/a cliente e apresentar-se.

Pode dar-me o seu contacto?

Qual é o contacto mais rápido e mais direto para voltar a falar consigo?

Um momentinho

Um minutinho
Obrigadinho/a
Uma perguntinha
Um momento, por favor.
Obrigado/a.
Gostaria de colocar mais uma pergunta.
Tem mais alguma questão a colocar?
O senhor tem que entender…
A senhora vai ter que assinar aqui…
Não dar ordens ao/à cliente.
Gostaria que compreendesse que existem determinadas normas…
A senhora pode assinar aqui, por favor?
Sinto muito, mas não posso fazer isso!
É uma negativa direta.
Como certamente compreende e conforme já tive a oportunidade de informar, esta questão não é possível (por questões técnicas/regras da organização, etc).
Está quase pronto, falta só um pouquinho!
Estará pronto no dia…
Seja profissional… dê uma informação precisa.
Percebeu?
Não faça o/a cliente sentir-se “burro/a”.
Estou a ser claro/a no que estou a transmitir?
Ainda ninguém reclamou
Nunca ninguém reclamou
Ao fazer esta afirmação, estará logo à partida a colocar em causa o que o/a cliente está a dizer.
Agradeço a informação e vamos verificar a situação.
O meu colega do departamento x cometeu um erro
A organização está a apresentar alguns problemas no setor x…
Certamente houve um erro e vamos de imediato retificar a situação.
Não expor ao/à cliente as fraquezas da organização.

Sendo, pois, a construção da imagem da empresa influenciada por uma multiplicidade de fatores, a qualidade do atendimento telefónico assume-se, neste âmbito, como muito importante, exigindo nomeadamente:
  • Rapidez no atendimento;
  • Disponibilidade manifestada;
  • Resposta às questões colocadas;
  • Interesse e envolvimento demonstrado;
  • Simpatia e
  • Conhecimento da organização e dos seus produtos/serviços.
Embora o atendimento a clientes, presencial ou telefónico, tenha sido tradicionalmente considerado como acessório, a verdade é que se trata de uma questão fundamental na perspetiva de que a qualidade no atendimento influencia de forma direta o volume de negócios, a fidelização de clientes e a própria imagem da organização.
O desenvolvimento de formação nesta área tem sido para os clientes institucionais da Multiaveiro (empresas, IPSS, …) e participantes individuais uma aposta no âmbito da formação à medida.
Com a convicção de que um atendimento de excelência que ultrapasse o simples contacto com clientes e inclua capacidades ao nível do trabalho em equipa, de empatia e compromisso de cada colaborador/a com a empresa e os valores que a sustentam é fundamental, também internamente esta área mereceu, desde sempre, especial atenção.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Sustentabilidade nas IPSS

A questão da sustentabilidade ou a sua ausência no seio das Organizações da Economia Social é o principal motivo que incita à execução de projetos de investimento.
Nos últimos anos Portugal vem enfrentando um dos seus maiores desafios, registando as IPSS um contributo fundamental no amortecimento da crise financeira, económica e social junto das populações mais vulneráveis. Também a gestão das IPSS, Associações e Organizações Sem Fins Lucrativos é hoje confrontada com novos desafios, sendo inevitável a emergência de novas formas de pensar, novas formas de agir e novos modelos de gestão.
O novo estatuto das IPSS, de novembro de 2014, incentiva a autonomia financeira, a inovação e o empreendedorismo social no seio das instituições não lucrativas, com o intuito de garantir a sua sustentabilidade financeira, relativamente aos subsídios, parcerias e acordos estabelecidos com o Estado (Segurança Social), devendo encontrar/desenvolver/criar e implementar alternativas como fonte de rendimento.
O que é ser financeiramente sustentável?
1)  Não gerar défices sucessivos e/ou tendenciais.
2)  Conter os seus custos dentro do financiamento disponível, sempre alocado em termos orçamentais.
3)  Perspetivar o impacto na dimensão dos custos, no volume das receitas, ou no financiamento contraído, bem como este é aplicado.

No domínio da Sustentabilidade existem desafios que são colocados às Organizações de Economia Social:
I – Viabilidade – Subsistência
O principal objetivo passa por medir e reportar todos os seus desempenhos através do recurso a ferramentas e instrumentos de apoio à gestão para melhorar a sua capacidade de autodiagnóstico e desenvolver rigorosas análises estratégicas.
A diversificação das suas fontes de receitas e financiamento, permite às IPSS ter autonomia e independência financeira.
Predominância de uma comunicação eficiente e de qualidade, ao nível da vertente financeira.

II – Atuação – Complementaridade
A forma de atuação/intervenção mais eficaz que contribui, de modo significativo, para a sustentabilidade, implica a existência de um trabalho em rede, ou seja, uma oferta de serviços realizados com outras instituições parceiras e grupos congéneres (partilha de recursos/sinergias), operacionalização de uma Rede Social (União IPSS local), adotação de uma atitude mobilizadora da sociedade civil e difundir um marketing social na promoção da “marca”.

III – Estratégia – Ação
A definição de uma estratégia assume um papel fundamental no sucesso da gestão financeira nas atividades desenvolvidas pelas IPSS. O facto de estas possuírem uma visão estratégica, aliada à gestão financeira e a alguma criatividade (q.b.), permite descobrir e identificar oportunidades e explorar/contrariar novas alianças estratégicas.

Nas IPSS o alcance da sustentabilidade é, claramente, um desafio para a mudança que contribui diretamente para a melhoria da qualidade dos serviços prestados, bem como, da diversificação dos mesmos. As instituições estão recetivas em diversificar fontes de financiamento através da implementação e execução de outras atividades alicerçadas às respostas sociais existentes.

É no seguimento deste contexto e com o intuito de alcançar o patamar da sustentabilidade que as Organizações da Economia Social aguardam pela abertura de diversas candidaturas ao Portugal 2020, designadamente, entre outros:
Programa de Capacitação para o Investimento Social
Eficiência Energética nas Empresas
Equipamentos Sociais

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Uma questão de Cidadania

Aproxima-se mais um período de eleições e no atual quadro económico-político-social parece inevitável afirmar-se para além de alguma esperança renovada, também um certo desconforto no que se refere ao crédito político e dos /as políticos/as. O que ao longo dos últimos anos, e nos exercícios eleitorais anteriores, se vem manifestando nos índices de abstenção elevados. É frequente as pessoas pensarem que de nada adianta votar, pois o resultado resumir-se-á sempre em prejuízo do povo.  Mas o ato eleitoral é uma das manifestações mais evidentes do exercício da cidadania e o voto é exatamente uma das forma que os cidadãos e as cidadãs têm, em democracia, de se manifestar, de exprimir legalmente a sua opinião. Delegar noutras pessoas o que é um direito e um dever pessoal resulta, efetivamente, em ausência de mudança e parestesia social.
Se pensamos que temos direito de livremente criticar as decisões políticas, então devemos ter a obrigação de contribuir para essas decisões. O voto é uma forma de exigir a que quem nos governa mais justiça e isenção, não olhando apenas aos grandes interesses instituídos, sobretudo interesses financeiros, mas dando mais atenção à vontade expressa dos cidadãos e cidadãs.
Note-se que em Portugal só se começou a votar livremente e com sufrágio universal um ano após o 25 de abril de 1974, e só com a constituição de 1976 as mulheres adquiririam o mesmo direito ao voto que os homens. Votar - um direito a muito custo alcançado, e hoje pouco valorizado.
O voto não é obrigatório, é um exercício de participação e de cidadania, é um direito que adquirimos e que se deve tornar um dever cívico para todos/as nós. Votar legitima a opinião que podemos ter sobre o rumo e as mudanças que queremos ver acontecer. E porque o voto é uma forma de ser mudança, seja qual for a sua opção, VOTE, PARTICIPE!
Sendo a formação para a cidadania uma opção no desenvolvimento de competências de identificação, reflexão e avaliação sobre os valores pessoais e dos contextos sociais em que nos movemos, a experiência de trabalho nesta vertente tem-nos demonstrado que nas próprias empresas é crescente a valorização de competências de cidadania responsável e participativa, tidas como transversais e com reflexo nas diferentes esferas da vivência dos/as ativos/as. 
São pois cada vez mais as empresas que desejam desenvolver nos seus colaboradores e colaboradoras, competências pessoais e sociais, convictas de que a apropriação dessas competências melhora qualitativamente o (des)empenho profissional, na medida em que contribuem para o seu equilíbrio pessoal, social e familiar.
Reconhecer que estes valores influenciam a forma de pensar e agir, aumenta a responsabilidade cívica da pessoa, desenvolvendo uma perspetiva positiva sobre si e outros/as  e sobre as suas necessidades e participando ativamente na sociedade como cidadão/ã  e trabalhador/a. Entre as áreas temáticas desenvolvidas com mais frequência, com o objetivo da promoção da cidadania, destacam-se: estilos de vida e bem-estar (saúde, nutrição, atividade física, adições, meio ambiente); voluntariado e associativismo; prevenção rodoviária; comportamento cívico e finanças pessoais.


Fontes consultadas: