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quinta-feira, 14 de julho de 2016

Turismo e o Portugal 2020






As estratégias de desenvolvimento local e nacional apresentam o Turismo como um fator essencial ao crescimento e desenvolvimento competitivo do país, estipulando como objetivo a transformação de Portugal no destino turístico mais ágil e dinâmico da Europa. Tratando-se de uma área em pleno “boom” de crescimento, atualmente verificamos que o Turismo apresenta uma concorrência à escala mundial, sendo esta feroz e com crescimento exponencial. O sucesso das organizações que atuam no setor de Turismo depende da sua inovação, criatividade, diferenciação, capacidade de criação de valor, qualificação e capacidade de resposta perante as exigências e necessidades dos seus clientes, provenientes dos quatro cantos do mundo.

O Turismo 2020 (Plano de Ação para o Desenvolvimento do Turismo em Portugal) estabelece os seguintes princípios à sua estratégia de qualificação e competitividade de Portugal:
  1. Destino sustentável e de qualidade, com crescimento turístico compatível com a produção de benefícios para o território e as comunidades;
  2. Destino de empresas competitivas, onde um ambiente saudável para a iniciativa privada promove a concorrência e inovação na atividade turística;
  3. Destino empreendedor, detentor de todas as competências e conhecimento que lhe permita ser o país campeão do empreendedorismo turístico;
  4. Destino ligado ao Mundo, onde a conectividade e a mobilidade dos turistas são ferramentas importantes na ativação da procura;
  5. Destino gerido de forma eficaz, onde a definição clara das competências de cada agente não deve ser um entrave à iniciativa privada, à exploração de sinergias e intensificação da transversalidade do turismo;
  6. Destino que marca, cujas estratégias de promoção e comercialização devem resultar de visões técnicas e não políticas no sentido de almejar a eficiência.

As tendências internacionais no setor do Turismo são de cariz demográfico e sociocultural, económico, ambiental. tecnológico e de mobilidade/transporte. As soluções de turismo devem, assim, acompanhar estas tendências com o intuito de garantir o seu sucesso e competitividade. Em conformidade com os dados do Turismo de Portugal, o país encontra-se integrado na maior Região Turística do Mundo: a Europa, detentora de mais de 50% do turismo internacional. Devido às suas condições específicas (competitividade das viagens e turismo, quadro regulamentar, ambiente empresarial e infraestruturas e recursos: humanos, culturais e naturais), Portugal encontra-se em 3º lugar face aos seus principais concorrentes, sendo estes, Espanha e França.

Nesta continuidade, o Turismo 2020 apresenta como visão: Portugal – país detentor do maior crescimento turístico na Europa, suportado na competitividade e sustentabilidade da oferta turística diversificada, autêntica e inovadora, transformando o Turismo numa atividade central para o desenvolvimento económico do país e para a sua coesão territorial. Esta visão reconhece que Portugal detém recursos altamente diversificados, competitivos e autênticos, nomeadamente:
  • Hospitalidade – As pessoas – País acolhedor;
  • História e Cultura – Património cultural – País com História, cultura e modernidade;
  • Serviços Turísticos – As empresas – País com serviços de excelência;
  • Mar e Natureza – Património natural – País de Mar, Sol, Praia e Natureza;
  • Conhecimento – Instituições de ensino e I&D – País com excelência de serviço e na vanguarda do conhecimento do turismo.

Para atingir esta visão, o Turismo de Portugal apresenta como objetivos estratégicos:
  • Atrair – através da qualificação e valorização do território e dos seus recursos turísticos distintivos;
  • Competir – reforçar a competitividade e a internacionalização das empresas de turismo;
  • Capacitar – através da capacitação, formação e I&D+I em Turismo;
  • Comunicar – através da promoção e comercialização da oferta turística do país e das regiões;
  • Cooperar – através do reforço da cooperação internacional

Por sua vez, estes objetivos estratégicos podem ser atingidos através das linhas de apoio e sistemas de incentivo disponibilizadas pelo programa aos vários intervenientes do Turismo – entidades públicas ou privadas, com ou sem fins lucrativos.

De salientar que os Sistemas de Incentivo e Linhas de Apoio destinados às empresas de Turismo exigem um conjunto de regras essenciais ao desenvolvimento de um Projeto de Investimento passível de financiamento:
  1. Analisar previamente as necessidades e carências dos mercados onde se pretende desenvolver o Projeto, por forma a garantir que este consegue colmatar falhas, sem saturar o mercado existente – diversificar e inovar;
  2. Desenvolver um projeto sustentável, coeso, viável e diferenciador, em termos económicos, financeiros e ambientais, sustentado por um Projeto de Arquitetura aprovado pela entidade camarária, bem como, por Estudos de Viabilidade, Planos de Negócios, Análises Estratégicas e Planos de Marketing da atividade a desenvolver;
  3. Por último, os/as Promotores/as devem reconhecer a importância de recorrer a recursos humanos qualificados e experientes, quer para a fase de elaboração da candidatura, como para a fase de implementação e execução do projeto e da atividade em si, promovendo a criação de emprego qualificado e apto para o desenvolvimento de uma atividade lucrativa, competitiva e de sucesso.

Até ao momento, 40% dos Projetos de Investimento Elaborados pela Multiaveiro no âmbito do Portugal 2020 enquadram-se na área do Turismo. A Multiaveiro, Lda. apresenta soluções à medida das necessidades dos seus clientes, nomeadamente na elaboração de Estudos de Viabilidade, Planos de Negócios, Análises Estratégicas e Planos de Marketing, com consultores/as de diversas áreas profissionais, de entre as quais Economia, Gestão, Contabilidade, Sociologia e Psicologia, que prestam um serviço de qualidade, rigor e transparência.

segunda-feira, 2 de maio de 2016

As dinâmicas da criatividade em meio organizacional!


Muito se tem dito, e escrito, sobre a criatividade! Muitas são as perspetivas inerentes a esta matéria tão em voga em diferentes contextos e nomeadamente no da gestão organizacional. Normalmente associada à criatividade, aparece a inovação, importando talvez como ponto de partida sintetizar o que de forma mais geral distingue os dois vocábulos quase inseparáveis.
A criatividade acontece enquanto um processo mental de geração de novas ideias individualmente ou em grupo, ou seja, pensar coisas novas; já a inovação é a implementação de ideias criativas com a finalidade de gerar valor, ou seja, fazer coisas novas e valiosas! Então num processo inovador a criatividade é a matéria-prima por excelência!
Para ser criativo/a não é necessário ser erudito/a, génio/a ou mesmo louco/a, como fazem sugerir algumas ideias preconcebidas que frequentemente se associam à responsabilidade das maiores invenções da humanidade!
Sabe-se hoje que aos 5 anos somos mais criativos/as do que aos 25 anos, dado que à medida que crescemos desaprendemos a ser criativos/as, pela ação de múltiplos bloqueios à nossa criatividade os quais podem ser ambientais, culturais, de perceção, emocionais, intelectuais ou de comunicação. A boa notícia é que a criatividade pode ser (re)aprendida e que existem ferramentas de criatividade, mas também que a criatividade pode ser estimulada pelo ambiente organizacional.
As empresas de cultura mais flexível, onde o enfoque não se encontra apenas nos resultados, são empresas que tendem a desenvolver a inovação ao nível dos seus processos operacionais e de gestão. As empresas que se preocupam em estimular a criatividade geralmente são as que tendem a apresentar melhores resultados nos seus balanços e também em momentos de maior tensão, como, por exemplo, em momentos de crise, onde das dificuldades emergem oportunidades de melhoria, de negócios e de mercado.
Valorizar e potenciar uma envolvente criativa dentro da empresa ou organização tem inerente a ocorrência de possibilidades acrescidas de crescimento, ao mesmo tempo em que apoia no desenvolvimento profissional de colaboradores e colaboradoras que participam no processo, e que são chamados/as a sugerir ideias e dar opiniões, expressando a sua criatividade, autonomia e confiança.
Poderemos identificar alguns dos principais fatores de estímulo à criatividade organizacional:
i) Envolver continuamente os recursos humanos e acreditar no seu potencial: conhecer e valorizar as aptidões, características e motivações dos elementos da equipa e permitir que realizem tarefas e projetos diferentes dos habituais; permitir que os /as colaboradores desenvolvam as suas próprias áreas de interesse no conjunto das atividades organizacionais.
ii) Incentivar a proatividade: valorizar e apoiar as soluções propostas pelos colaboradores e pelas colaboradoras na resolução de problemas existentes; implementar projetos propostos pelos/as próprios/as colaboradores/as, disponibilizando os recursos necessários; reconhecer os esforços das pessoas que executam suas tarefas eficientemente e sempre além do que lhe é pedido.
iii) Promover a liderança participativa: possibilitar que os/as colaboradores/as participem em determinadas decisões que envolvem o futuro da empresa/organização e do seu trabalho, fixando como importantes tais contributos na geração das estratégias da empresa.
iv) Apoiar e estimular o trabalho em equipa: afirmar continuamente a complementaridade dos contributos individuais nos resultados alcançados; estimular a troca e o espírito de entreajuda promovendo a rotatividade entre recursos humanos na constituição das equipas de trabalho; estimular a promoção e participação em momentos de descontração e lazer.
Não obstante o exercício da criatividade poder ser estimulado pela gestão organizacional, parece importante admitir que as pessoas alcançam níveis de concretização criativa muito diferente, sendo que a valorização e motivação pessoal para essa concretização também varia de pessoa para pessoa, o que acontece frequentemente em função da ambição em se desenvolver profissionalmente.
Um ambiente onde as pessoas não são criativas nem são estimuladas a desenvolver a criatividade, tende a observar algumas consequências menos positivas para a organização  e seus elementos.  O vazio de ideias, a inércia e a acomodação revelam-se quase sempre geradores de desmotivação e fragilidade da empresa.

A Multiaveiro congratula-se por ter uma equipa multidisciplinar onde a criatividade se tem afirmado ao longo dos anos de atividade como uma forma de (des)envolvimento nos diferentes processos organizacionais internos e dos seus recursos humanos, tendo sido esta postura fundamental inclusivamente na implementação de novas áreas de trabalho e de negócio. Também na vertente externa, a prestação dos serviços se baseia na implementação de soluções criativas e inovadoras á medida das necessidades dos clientes institucionais, na formação, na consultoria técnica e nos projetos de investimento.